29 de mai. de 2008

Pilhérias da Amiga Flor

Idílico. Simples assim porque a Língua Portuguesa, tão rica e tão misteriosa, com suas incontáveis palavras belas e difíceis não me dispôs uma única que pudesse conter todos os significados que procuro neste instante. Flor, ah! Florzinha. Passou todo o mês de janeiro comigo, permitindo-me ver de um todo sua vida. Desde os anseios mais secretos até as fofocas mais inocentes e risonhas que a embalava tardes e mais tardes.

Demorou-se para mais de mês comigo porque não tive pressa que me contasse tudo de uma única e demorada vez. Quis me gabar, aproveitar cada palavra e cada dia, compreender toda a história, como a ser sua amiga de infância. Algumas tardes demorávamos em nossas conversas com Dona Norma, a gringa Gisa e as outras vizinhas. Conversas de imperatriz. De dentro do quarto (ou do sofá da sala, por vezes também na cozinha e na área) saiam coisas se, sentido dos pensamentos das amigas para com Flor, mas ela se trancava nos pensamentos, barrando entradas para que ali, em sua única paz, pudesse chorar o choro de mulher sofrida, rir o riso de nervosismo e gritar o grito de dor.

Casou-se certa vez (a primeira) com a imundície da vida e após enviuvar, ganhou na loteria sem jogar, catando para si o sonho de noivo na sua cidade. A história contada num baianês natural, precisa de olhos finos e atenciosos para ser compreendida de todo. Com Oxalás, Exus e Iemanjás por todos os cantos, uns a ajudar Flor a ter paz, outros a ajudá-la a ter felicidade completa, enfim, todos a ajudá-la, mas uns contra outros.

O coração é sábio, mais que a razão. (É sério!) Dona Flor era feliz com seus dois maridos, mas a pudicícia, o "recato" e o medo da opinião alheia não a permitiam escutar o que o pobre coração clamava aos gritos. Tão simples a vida, tão simples o amor. Dona Flor e Seus Dois Maridos, recomendo!






" Pensara que ia ser um fim do mundo, na rua e dentro dela: que ia romper seu coração, antes a morte. Em vez disso, tudo igual: como a gente se engana nessa vida..."
(Jorge Amado - 1966)

26 de mai. de 2008

Sacode a Poeira

Prometo, prometo mesmo que daqui em diante recomeço meus escritos até então estagnados. Meus queridos, venho por meio desta me redimir de minhas falhas até então para com vocês que sempre entram por aqui à procura de algo novo e encontram somente poeira e coisas velhas.

Farei uma breve faxina por aqui (bem breve mesmo porque não gosto dessas coisas), e deixarei à vocês um espaço arejado e cheio de novas idéias a partir desta semana. Prometo!

Ótima semana a todos.