Tenho explodido com pouca freqüência (ignoro reformas ortográficas) ultimamente, o que de fato me
apavora. Copos, celulares, porta retratos e livros não voam mais às paredes, como outrora. É verdade ( não faço questão de esconder) que prefiro gritar milhares de vezes ao dia que prender tudo e depois ter de narrar na minha própria biografia o dia em que uma bomba atômica explodiu por conta de um nada.
Enfim, antes de mandar tudo pelos ares, respiro um último sonho, uma pureza, um ar diferente, sem narração, e continuo minhas crônicas cotidianas, escrevendo ainda em folhas de caderno. E se alguém estiver lendo isso, só me resta pedir perdão pela desordem de pensamentos.