12 de jan. de 2007
Pecados
Sempre que pedem-me para contar alguma história, penso nas situações engraçadas que vivi, nas situações tristes também, mas sobretudo, há alguns tantos acontecimentos que recordo-me muito bem. Acontecimentos esses prazerosos de viver e constrangedores de falar. Coisas não comuns entre adolescentes como eu. Prazeres que satisfazem o corpo e envergonham a moral. Isso tudo apenas para a grande maioria das pessoas que conheço, mas , para mim, sempre foi completamente normal.
Eu falo de pecados, mas não aqueles normais como cair na tentação de comer um chocolate durante a dieta. Os pecados que menciono são mais insanos, e as tentações, mais avassaladoras.
Considera-se pecado toda e qualquer ação que contradiz as leis divinas. Na mais impura das mentes , a minha, essa ação é como uma simples porta que não se deve abrir, mas você se deixa levar e ignora a proibição. Na primeira vez, é um pecado cometido pela curiosidade e pela excitação do perigo. Depois de saciar esse desejo incontrolável, e ter uma vaga noção sobre o desconhecido, o "pusilânime" pecador depara-se com um abismo de erros vitais. Erros estes que poderiam ser evitados, não fosse a curiosidade que o levou à abrir a tal porta.
Certa vez ouvi alguém comentar que curiosidade é coisa do diabo. Concordo! Podemos dizer que, quando você está prestes à abrir uma "porta", seus pensamentos se dividem em dois lados (aquela famosa disputa diária entre o bem e o mal), o lado bom planta uma sementinha de razão em você e o lado ruim injeta uma dose forte de curiosidade. [Daqui pra frente esqueça (pra sempre) a tese de que o bem sempre vence, porque isso simplesmente não é verdade!] A curiosidade injetada te leva à abrir a primeira porta, as próximas, você é quem vai decidir se quer ou não abrir (no meu caso, eu sempre abro)....
{Este é um trecho do livro que escrevo.}
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