6 de out. de 2009

Onze minutos

Conheci Maria, e diferente dos outros críticos, não a vejo como devassa, nem tampouco desavergonhada. Com coragem (e um pouco de tolice) foi capaz de viver o que muitas mulheres salvam no inconsciente.

Receios, dúvidas, decepções, falta de conhecimento de si própria são virtudes de todas nós mulheres. Sim, chamo de virtudes, até porque falta a palvra exata para definir esses adjetivos, e creio que estão longe de serem chamados de defeitos.

Maria era comum e destemida, buscava o extasy infinito de dez segundos e frustava-se por acabar percebendo que só o possuía sozinha. Embora buscasse amor (e prazer) em quase todos os homens, não via, porém, que há coisas que necessitam de um aprendizado e certo desprendimento da realidade, para que possam acontecer.

Maria, tão parecida comigo, tão cheia de sonhos, de coragem, de tolice, tão aventureira, tão decidida e ao mesmo tempo tão frágil, vulnerável, como tantas outras mulheres buscou prazer e amor nos corpos e corações errados, e pagou o preço, e fez com que pagassem seu preço. Enfim, a história da prostituta sonhadora e cheia de incertezas. Onze minutos é Paulo Coelho, só que em ótima forma.



"... a cada instante de nossas vidas, temos um pé no conto de fadas e o outro no abismo..."
(Paulo Coelho)

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